Substâncias abrasivas nos bastidores do rodeio
31/03/2011

“Rodeio não! Esta semana minha cidade mais uma vez vai sediar um espetáculo odioso. Touros e cavalos serão empurrados à arena, submetidos às práticas das mais cruéis, para corcovearem enquanto são montados por peões corajosos, sob os aplausos de uma platéia insana. Isto se chama rodeio. Um show de atrocidades ainda chamado de esporte, que felizmente, porém aos poucos, vai sendo proibido por lei em diversas cidades brasileiras. Até nos Estados Unidos, seu país de origem, já há cidades que baniram os rodeios. Aqui no Brasil, este tipo de divertimento dos peões começou por volta da década de 50, justamente durante o trabalho de doma de touros bravos. Nos anos 60 os peões já haviam se transformado em competidores e corriam as cidades atrás de prêmios em dinheiro. Hoje os espetáculos de rodeios rendem milhares de reais e de dólares em festas de boiadeiros realizadas pelo interior do país, com tradição pecuarista. E Volta Redonda, mesmo sendo uma cidade de origem operária, recebe anualmente uma companhia que expõe os animais ao sofrimento e à humilhação, em troca de muito dinheiro, não só da exploração na arena, mas também dos shows musicais contratados para animar o que não tem graça nenhuma. Quem promove este circo de horrores, por conta de interesses financeiros, defende-se de várias formas, argumentando que os animais são bem tratados, porque são as verdadeiras estrelas do espetáculo. Porém, fotos e vídeos feitos em rodeios por este país afora nos provam o contrário. Bois e cavalos são submetidos a choques elétricos; introdução de objetos perfurantes no ânus; ferimentos no dorso feitos com agulhas, pregos e anzóis; terebentina, pimenta e outras substâncias abrasivas são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem; e muitos deles ainda passam pela descorna, na qual o chifre é aparado com um serrote, sem anestésico. Diversos laudos oficiais atestam o sofrimento e os maus tratos infligidos aos touros em variadas práticas, destacando-se os emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro. Impossível virar as costas e ignorar a irresponsabilidade do poder público municipal em sediar, patrocinar, apoiar, promover este tipo de espetáculo na cidade. Não estamos mais na antiguidade quando homens e animais eram jogados nas arenas para morrerem sob a aprovação fanática da turba sedenta de sangue. Estamos no século 21. Não precisamos mais deste tipo de prática primitivista, mercenária e inculta.” “Rodeio não! Esta semana minha cidade mais uma vez vai sediar um espetáculo odioso. Touros e cavalos serão empurrados à arena, submetidos às práticas das mais cruéis, para corcovearem enquanto são montados por peões corajosos, sob os aplausos de uma platéia insana. Isto se chama rodeio. Um show de atrocidades ainda chamado de esporte, que felizmente, porém aos poucos, vai sendo proibido por lei em diversas cidades brasileiras. Até nos Estados Unidos, seu país de origem, já há cidades que baniram os rodeios. Aqui no Brasil, este tipo de divertimento dos peões começou por volta da década de 50, justamente durante o trabalho de doma de touros bravos. Nos anos 60 os peões já haviam se transformado em competidores e corriam as cidades atrás de prêmios em dinheiro. Hoje os espetáculos de rodeios rendem milhares de reais e de dólares em festas de boiadeiros realizadas pelo interior do país, com tradição pecuarista. E Volta Redonda, mesmo sendo uma cidade de origem operária, recebe anualmente uma companhia que expõe os animais ao sofrimento e à humilhação, em troca de muito dinheiro, não só da exploração na arena, mas também dos shows musicais contratados para animar o que não tem graça nenhuma. Quem promove este circo de horrores, por conta de interesses financeiros, defende-se de várias formas, argumentando que os animais são bem tratados, porque são as verdadeiras estrelas do espetáculo. Porém, fotos e vídeos feitos em rodeios por este país afora nos provam o contrário. Bois e cavalos são submetidos a choques elétricos; introdução de objetos perfurantes no ânus; ferimentos no dorso feitos com agulhas, pregos e anzóis; terebentina, pimenta e outras substâncias abrasivas são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem; e muitos deles ainda passam pela descorna, na qual o chifre é aparado com um serrote, sem anestésico. Diversos laudos oficiais atestam o sofrimento e os maus tratos infligidos aos touros em variadas práticas, destacando-se os emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro. Impossível virar as costas e ignorar a irresponsabilidade do poder público municipal em sediar, patrocinar, apoiar, promover este tipo de espetáculo na cidade. Não estamos mais na antiguidade quando homens e animais eram jogados nas arenas para morrerem sob a aprovação fanática da turba sedenta de sangue. Estamos no século 21. Não precisamos mais deste tipo de prática primitivista, mercenária e inculta.”
Giovana Damaceno



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13/03/2011 – 11:25
As 20 capivaras que estavam confinadas no Lago do Café, em Campinas, foram abatidas na noite de sábado (12), em uma operação que envolveu técnicos da Vigilância Sanitária e de setores da prefeitura municipal. O processo de eutanásia, realizado entre as 16h e 21h, foi realizado por pelo menos 25 pessoas e não foi divulgado por se tratar de “assunto técnico, em que não é necessário avisar a população”, explica o secretário de Saúde, Francisco Kerr Saraiva. Segundo o secretário, o abate das capivaras, hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, já havia sido autorizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e seguiu as normas técnicas determinadas pelo órgão. Os animais receberam um sedativo, antes da aplicação de uma injeção letal, que provoca parada cardíaca. Depois do abate, as capivaras receberam um carrapaticida e foram levadas para o aterro sanitário. Saraiva informou que o Lago do Café, um dos principais parques públicos de Campinas, vai passar por limpeza das áreas de terra e de mata, para desinfestação do carrapato-estrela, que pode permanecer até um ano no local. A previsão, segundo o secretário, é que o parque seja reaberto em 2012. Eutanásia Entre 2006 e 2088, três funcionários da prefeitura que trabalhavam no Lago do Café morreram com febre maculosa. O parque, uma das principais áreas de lazer de Campinas, foi interditado por causa da infecção do carrapato-estrela. Nos últimos dois anos, foram registradas sete mortes por febre maculosa na cidade. A eliminação das capivaras, hospedeiras do carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa e, por isso, representam risco à saúde de quem freqüenta a área, viraram motivo de polêmica entre a prefeitura e um grupo de ambientalistas da cidade, que tentaram na Justiça impedir o abate, mas não conseguiram. Manifestação Na noite de sábado, pelo menos 60 pessoas, representantes do conselho e de outras entidades de proteção dos animais foram até o Lago do Café, depois de serem avidados por moradores vizinhos do parque sobre o abate, mas foram impedidos de entrar pela Guarda Municipal, que chegou a jogar gás de pimenta, segundo Lamas. Uma manifestação está programada para as 15h deste domingo (13), em frente do Lago do Café.
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Após o resgate, a equipe saiu em busca de atendimento veterinário nos órgãos oficiais que, segundo o IBAMA, deveriam prestar toda assistência aos animais silvestres. Naquele momento não estava presente no Rancho a veterinária da equipe.
Após alguns dias de tratamento no Rancho, quando se buscou estabilizar o quadro de saúde de Nico, mantido sob fortes analgésicos como a morfina, o bugio foi submetido a uma junta médico-veterinária. Cogitou-se inicialmente amputar-lhe o braço como medida derradeira para conter uma infecção muito forte que havia se instalado em seu membro carbonizado até os ossos. Porém, após avaliações mais apuradas, diagnosticou-se que além dos ferimentos até então identificados, alguns danos irreversíveis haviam ocorrido. Os globos oculares estavam totalmente queimados, houve o derretimento da orelha esquerda comprometendo seriamente seu ouvido e, ainda pior, havia ocorrido a perda da massa encefálica. Diante da total falta de perspectiva de medidas médicas que garantissem um mínimo de qualidade de vida ao Nico, a junta médica decidiu abreviar seu sofrimento realizando a eutanásia, uma vez que nem mesmo a entubação para uma cirurgia seria possível devido às graves queimaduras em sua boca, que impossibilitavam sua abertura. OS ÓRGÃOS OFICIAIS E OS ANIMAIS Este atendimento é a rotina do Santuário, vergonhosamente sem qualquer apoio oficial. Um trabalho em defesa da vida que conta com o suporte apenas de voluntários e associados. Há anos o Rancho dos Gnomos enfrenta desafios como estes, sempre experimentando a indiferença do Poder Público, que não só não ajuda como muitas vezes causa entraves ao trabalho com seus empecilhos burocráticos usados muitas vezes como instrumentos políticos de pressão contra o Rancho. MANIFESTE-SE! E-mails: Familia Rancho dos Gnomos |