Archive for março, 2011

Substâncias abrasivas nos bastidores do rodeio

31/03/2011

Sedem nos bastidores do rodeio

31/03/2011

Rodeio não!

29/03/2011

“Rodeio não! Esta semana minha cidade mais uma vez vai sediar um espetáculo odioso. Touros e cavalos serão empurrados à arena, submetidos às práticas das mais cruéis, para corcovearem enquanto são montados por peões corajosos, sob os aplausos de uma platéia insana. Isto se chama rodeio. Um show de atrocidades ainda chamado de esporte, que felizmente, porém aos poucos, vai sendo proibido por lei em diversas cidades brasileiras. Até nos Estados Unidos, seu país de origem, já há cidades que baniram os rodeios. Aqui no Brasil, este tipo de divertimento dos peões começou por volta da década de 50, justamente durante o trabalho de doma de touros bravos. Nos anos 60 os peões já haviam se transformado em competidores e corriam as cidades atrás de prêmios em dinheiro. Hoje os espetáculos de rodeios rendem milhares de reais e de dólares em festas de boiadeiros realizadas pelo interior do país, com tradição pecuarista. E Volta Redonda, mesmo sendo uma cidade de origem operária, recebe anualmente uma companhia que expõe os animais ao sofrimento e à humilhação, em troca de muito dinheiro, não só da exploração na arena, mas também dos shows musicais contratados para animar o que não tem graça nenhuma. Quem promove este circo de horrores, por conta de interesses financeiros, defende-se de várias formas, argumentando que os animais são bem tratados, porque são as verdadeiras estrelas do espetáculo. Porém, fotos e vídeos feitos em rodeios por este país afora nos provam o contrário. Bois e cavalos são submetidos a choques elétricos; introdução de objetos perfurantes no ânus; ferimentos no dorso feitos com agulhas, pregos e anzóis; terebentina, pimenta e outras substâncias abrasivas são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem; e muitos deles ainda passam pela descorna, na qual o chifre é aparado com um serrote, sem anestésico. Diversos laudos oficiais atestam o sofrimento e os maus tratos infligidos aos touros em variadas práticas, destacando-se os emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro. Impossível virar as costas e ignorar a irresponsabilidade do poder público municipal em sediar, patrocinar, apoiar, promover este tipo de espetáculo na cidade. Não estamos mais na antiguidade quando homens e animais eram jogados nas arenas para morrerem sob a aprovação fanática da turba sedenta de sangue. Estamos no século 21. Não precisamos mais deste tipo de prática primitivista, mercenária e inculta.” “Rodeio não! Esta semana minha cidade mais uma vez vai sediar um espetáculo odioso. Touros e cavalos serão empurrados à arena, submetidos às práticas das mais cruéis, para corcovearem enquanto são montados por peões corajosos, sob os aplausos de uma platéia insana. Isto se chama rodeio. Um show de atrocidades ainda chamado de esporte, que felizmente, porém aos poucos, vai sendo proibido por lei em diversas cidades brasileiras. Até nos Estados Unidos, seu país de origem, já há cidades que baniram os rodeios. Aqui no Brasil, este tipo de divertimento dos peões começou por volta da década de 50, justamente durante o trabalho de doma de touros bravos. Nos anos 60 os peões já haviam se transformado em competidores e corriam as cidades atrás de prêmios em dinheiro. Hoje os espetáculos de rodeios rendem milhares de reais e de dólares em festas de boiadeiros realizadas pelo interior do país, com tradição pecuarista. E Volta Redonda, mesmo sendo uma cidade de origem operária, recebe anualmente uma companhia que expõe os animais ao sofrimento e à humilhação, em troca de muito dinheiro, não só da exploração na arena, mas também dos shows musicais contratados para animar o que não tem graça nenhuma. Quem promove este circo de horrores, por conta de interesses financeiros, defende-se de várias formas, argumentando que os animais são bem tratados, porque são as verdadeiras estrelas do espetáculo. Porém, fotos e vídeos feitos em rodeios por este país afora nos provam o contrário. Bois e cavalos são submetidos a choques elétricos; introdução de objetos perfurantes no ânus; ferimentos no dorso feitos com agulhas, pregos e anzóis; terebentina, pimenta e outras substâncias abrasivas são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem; e muitos deles ainda passam pela descorna, na qual o chifre é aparado com um serrote, sem anestésico. Diversos laudos oficiais atestam o sofrimento e os maus tratos infligidos aos touros em variadas práticas, destacando-se os emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro. Impossível virar as costas e ignorar a irresponsabilidade do poder público municipal em sediar, patrocinar, apoiar, promover este tipo de espetáculo na cidade. Não estamos mais na antiguidade quando homens e animais eram jogados nas arenas para morrerem sob a aprovação fanática da turba sedenta de sangue. Estamos no século 21. Não precisamos mais deste tipo de prática primitivista, mercenária e inculta.”


Giovana Damaceno

choques nos bastidores do rodeio

25/03/2011

ASSASSINO DE GATOS FOI IDENTIFICADO

23/03/2011
 
 
Há um bom tempo vem circulando pela internet denúncia sobre este crimonoso se exibindo para fotos com gatos mortos, com se fossem troféus.
 
Ele foi identificado há pelo menos 2 anos! Chama-se Jaime Ferrero e era candidato a cargo legislativo na Espanha.
Veja notícias em:
 
http://www.publico.es/053441/nuevas/generaciones/pp/expulsan/promesas/matar/gatos
 
http://www.youtube.com/watch?v=XWkS9L-wlac
 
No entanto, a mensagem continua circulando intensamente pela internet, seguida de um abaixo-assinado, que aliás não tem valor algum.
 
Ao receber mensagem sobre este assassino, divulgue estas informações.
 

Não participe! Não vá ao rodeio!

18/03/2011

Vira-Lata e a chacina das capivaras

13/03/2011
 
“No Brasil, o principal reservatorio da Rickettsia rickettsii  são os carrapatos do gênero Amblyomma. [...] Acredita-se que a Capivara (Hydrochareis hidrochaeris), também, pode estar envolvida neste ciclo, mas não existem estudos que comprovem ser esse roedor um reservatório silvestre de Rickettsias.” Fonte: Ministério sa Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças Infecciosas e Parasitárias: guia de bolso/Ministério da Saúde. 8 ed. rev. – Brasília: Ministério da Saúde 2010. 
 
É com muita tristeza que comunicamos que a prefeitura de Campinas abateu, na noite de sábado, 12/03,  as 20 capivaras que viviam no Lago do Café. Como criminosos covardes,  foram na calada da noite, escondidos da imprensa, da sociedade e dos protetores dos animais , até o local  e exterminaram os animais que ali viviam há quase 4 anos.
Levantaram a bandeira pró saúde humana e não consideraram alternativas como a realocação destes animais para outro habitat natural, longe da população.
Este epsódio mostra a intolerância e ignorância do ser humano quando o assunto é o animal.
Os animais estão neste planeta há mais tempo que nós, assim, merecem nosso respeito e nossa atenção, pois desde que os humanos decidiram que são os “donos” do planeta, os animais são usados apenas para seu bem estar.
Mesmo as capivaras, vistas como vilãs, têm sua carne, seu pêlo e sua gordura consumidos pelos homens.
No mínimo contraditória tais condutas.
Lembramos que não somos donos de nada e deveríamos nos comportar, “neste mundo”, como visitas, pois quem destrói nosso planeta, não são os animais mas sim, os homens.
Atitudes arrogantes como esta, confirmam nossa ignorância. O ser humano, ” tão evoluído”,  interfere e abusa da natureza todos os dias. Desequilibra, com seus atos mesquinhos e egoístas, o processo natural da evolução. A cada peça alterada, neste quebra cabeça chamado meio ambiente, pagamos caro e com juros, como a própria natureza vem sinalizando, constantemente, através das tragédias ” naturais”.
 
As autoridades, os políticos e pessoas no “poder” deveriam investir na educação, principalmente a ambiental e não em chacinas como a praticada este sábado, que serviu de péssimo exemplo para nossa sociedade.  
 
Questionamos à prefeitura de Campinas e responsáveis pela matança:
 
Como foi feito este abate?
Por que durante a madrugada?
Por que a sociedade não foi avisada?
Havia um membro de alguma sociedade que protege os animais, presente?
Houve ética , no SACRIFÍCIO destes animais?    
 
Pedimos que refiltam sobre este epsódio e questionem se é esse tipo de governante que quer na sua cidade, no seu País.    
 
Veja mais sobre a chacina das capivaras:     http://eptv.globo.com/campinas/noticias/NOT,1,1,339651,Prefeitura+abate+capivaras+do+Lago+do+Cafe.aspx
 
Envie seu protesto para os seguintes emails:
 
drhelioprefeito@campinas.sp.gov.br
expediente.viceprefeito@campinas.sp.gov.br
saude.gabinete@campinas.sp.gov.br
ouvidoria@campinas.sp.gov.br
paulosergio.oliveira@campinas.sp.gov.br   
camila.ancona@rac.com.br 
 
Vira-Lata


Caso queira dar sua opinião escreva para :  

Capivaras de Campinas foram chacinadas essa madrugada 12/02/2011

13/03/2011

13/03/2011 – 11:25

As 20 capivaras que estavam confinadas no Lago do Café, em Campinas, foram abatidas na noite de sábado (12), em uma operação que envolveu técnicos da Vigilância Sanitária e de setores da prefeitura municipal. O processo de eutanásia, realizado entre as 16h e 21h, foi realizado por pelo menos 25 pessoas e não foi divulgado por se tratar de “assunto técnico, em que não é necessário avisar a população”, explica o secretário de Saúde, Francisco Kerr Saraiva. Segundo o secretário, o abate das capivaras, hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, já havia sido autorizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e seguiu as normas técnicas determinadas pelo órgão. Os animais receberam um sedativo, antes da aplicação de uma injeção letal, que provoca parada cardíaca. Depois do abate, as capivaras receberam um carrapaticida e foram levadas para o aterro sanitário. Saraiva informou que o Lago do Café, um dos principais parques públicos de Campinas, vai passar por limpeza das áreas de terra e de mata, para desinfestação do carrapato-estrela, que pode permanecer até um ano no local. A previsão, segundo o secretário, é que o parque seja reaberto em 2012. Eutanásia Entre 2006 e 2088, três funcionários da prefeitura que trabalhavam no Lago do Café morreram com febre maculosa. O parque, uma das principais áreas de lazer de Campinas, foi interditado por causa da infecção do carrapato-estrela. Nos últimos dois anos, foram registradas sete mortes por febre maculosa na cidade. A eliminação das capivaras, hospedeiras do carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa e, por isso, representam risco à saúde de quem freqüenta a área, viraram motivo de polêmica entre a prefeitura e um grupo de ambientalistas da cidade, que tentaram na Justiça impedir o abate, mas não conseguiram. Manifestação Na noite de sábado, pelo menos 60 pessoas, representantes do conselho e de outras entidades de proteção dos animais foram até o Lago do Café, depois de serem avidados por moradores vizinhos do parque sobre o abate, mas foram impedidos de entrar pela Guarda Municipal, que chegou a jogar gás de pimenta, segundo Lamas. Uma manifestação está programada para as 15h deste domingo (13), em frente do Lago do Café.

Você é importante nessa luta!

11/03/2011
Há pouco mais de uma mês da tragédia que houve na região serrana, já não ouvimos muito sobre o acontecido e muito menos sobre os animais; o que não significa que não precisem de atenção e ajuda. Novos acontecimentos não fazem os antigos se resolverem , apenas os esquecemos. Com os “novos” acontecimentos, o Oscar, o Carnaval, o aumento do salário mínimo, e tantos outros, já não há mais tanto espaço na mídia para falar do que aconteceu há um mês e, aparentemente, está “resolvido”.
Por isso estamos aqui:  para relembrar .
Após sanar as dificuldades urgentes e o assunto deixar de circular pela mídia, até  mesmo como auto preservação, como quem tampa os olhos diante de um acidente,  tentamos crer que o problema já não existe. Mas, com o tempo e a sequência dos dias; as sequelas, assim como o auge da crise, exigem com urgência, recursos, disponibilidade e principalmente coragem para continuar a luta.
É hora de renovar o folego, planejar e trabalhar. Para isso, aqueles que estão no “campo de batalha”, precisam de apoio, de “combustível”. 
Toda a ajuda, além de aliviar questões práticas, como a manutenção e sobrevivência dos animais recolhidos e que ainda estão nos abrigos, fortalece e revitaliza a garra daqueles que além de aliviarem a dor dos animais , aliviam nosso desconforto e sentimento de impotência. Porém, mesmo longe, podemos participar.
Veja em nosso site os postos de coleta e a relação do que doar. Você pode ajudar muito!
Segue uma matéria do dia 08/03 , do programa da Ana Maria braga, TV Globo,  com um pouco do trabalho destes corajosos voluntários que são movidos, não apenas pela paixão, mas pelo respeito  à vida.
http://maisvoce.globo.com/videos/v/mais-voce-fala-sobre-os-caes-de-teresopolis/1454264/ 
 
Aproveitamos para dizer que alguns protetores voluntários, estão cuidando da doação desses animais. Exemplo disso é a veterinária Andréa Lambert, que está cuidando de alguns animais. Caso tenha interesse em conhecê-los, entre em contato com a Dra. Andréa através do e-mail 


Lembramos que este trabalho deve ser feito pelo poder público. Aproveitamos para convidar as ONGS de defesa animal a fazer valer o direito dos  animais e exigir, através do Ministério Público, a responsabilidade com estes animais.
 
 

Decreto Lei 24.645 :
 

Art. 1. – Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado
§ 3° – Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais. 
Art. 3. – Consideram-se maus tratos: 
V – Abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária;
CRFB – art. 225, .. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e as futuras gerações, dando incumbência, inclusive, ao Poder Público, de proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.”

Bugio queimado e ignorado pelo Poder Público

10/03/2011

 

No último dia 09/02, a equipe do Rancho dos Gnomos foi acionada pela munícipe Mônica Di Ciamo para resgatar um macaco bugio, a quem demos o nome de Nico, com graves queimaduras causadas por eletrocução na rede aérea de energia, acessada pelo animal devido ao desmatamento na região. O estado dele era gravíssimo, pois várias partes do seu corpo foram afetadas, principalmente a cabeça, mão e braço esquerdos.

Após o resgate, a equipe saiu em busca de atendimento veterinário nos órgãos oficiais que, segundo o IBAMA, deveriam prestar toda assistência aos animais silvestres. Naquele momento não estava presente no Rancho a veterinária da equipe.
A primeira orientação dada na Secretaria foi a de que a equipe do Rancho contatasse a Polícia Militar Ambiental, sendo que o atendimento veterinário não é e nunca foi atribuição daquela instituição. Aliás, não só a Polícia Ambiental como outras instituições comumente encaminham estes casos ao próprio Rancho dos Gnomos. Uma funcionária da Secretaria afirmou que “isto nunca aconteceu”, referindo-se ao fato do animal ter sido levado àquela secretaria, em uma demonstração clara de que é um órgão meramente burocrático. Os funcionários da Secretaria indicaram a inexistência de qualquer projeto que pudesse atender casos envolvendo animais. A equipe do Rancho solicitou então a indicação de um veterinário parceiro que atendesse o animal naquela emergência e que, posteriormente, traria as notas fiscais para reembolso. Mas a Secretaria, por intermédio do Secretário do Meio Ambiente de Cotia, Dr. Laércio Camargo, negou-se a custear o atendimento dizendo que o animal deveria ser deixado lá para que aquele órgão chamasse a Polícia Militar Ambiental. Com extrema indignação informamos ao senhor secretário que o animal necessitava de um médico veterinário e não de polícia. Neste momento, a funcionária Patricia relatou que este era o procedimento padrão: chamar a polícia que esta levaria o animal para um veterinário na cidade de Embu das Artes. Novamente com indignação, questionamos quem pagaria o atendimento e informamos que os animais atendidos na cidade do Embu e outras da região recorrem ao Rancho dos Gnomos para acolhimento dos mesmos. Ficamos sem resposta. Obviamente a equipe do Rancho não aceitou tal encaminhamento e dirigiu-se rapidamente a uma clínica em Cotia, para que o macaco recebesse os cuidados médicos emergenciais o mais rápido possível.

Após alguns dias de tratamento no Rancho, quando se buscou estabilizar o quadro de saúde de Nico, mantido sob fortes analgésicos como a morfina, o bugio foi submetido a uma junta médico-veterinária. Cogitou-se inicialmente amputar-lhe o braço como medida derradeira para conter uma infecção muito forte que havia se instalado em seu membro carbonizado até os ossos. Porém, após avaliações mais apuradas, diagnosticou-se que além dos ferimentos até então identificados, alguns danos irreversíveis haviam ocorrido. Os globos oculares estavam totalmente queimados, houve o derretimento da orelha esquerda comprometendo seriamente seu ouvido e, ainda pior, havia ocorrido a perda da massa encefálica. Diante da total falta de perspectiva de medidas médicas que garantissem um mínimo de qualidade de vida ao Nico, a junta médica decidiu abreviar seu sofrimento realizando a eutanásia, uma vez que nem mesmo a entubação para uma cirurgia seria possível devido às graves queimaduras em sua boca, que impossibilitavam sua abertura.

   

OS ÓRGÃOS OFICIAIS E OS ANIMAIS
Os problemas com os órgãos oficiais não se restringem ao atendimento aos animais. Este bugio é mais uma vítima do desmatamento desenfreado e da ocupação desordenada que tem devastado os habitats. Em Cotia e região é assustador o número de empreendimentos imobiliários e outras obras que surgem em áreas onde até pouco tempo havia mata fechada. E não se tem conhecimento de qualquer investimento em estrutura ou convênios que atendam os animais vitimados por esta destruição. Por que os passivos e compensações ambientais não têm sido usados para tal? Quais suas destinações?
O Ministério Público e a imprensa devem ajudar a esclarecer esta situação. A criação desta estrutura é exigida por lei.

Este atendimento é a rotina do Santuário, vergonhosamente sem qualquer apoio oficial. Um trabalho em defesa da vida que conta com o suporte apenas de voluntários e associados. Há anos o Rancho dos Gnomos enfrenta desafios como estes, sempre experimentando a indiferença do Poder Público, que não só não ajuda como muitas vezes causa entraves ao trabalho com seus empecilhos burocráticos usados muitas vezes como instrumentos políticos de pressão contra o Rancho.  

MANIFESTE-SE!
Pedimos aos protetores de animais, simpatizantes e pessoas conscientes que se manifestem ao Ministério Público Federal e aos órgãos de imprensa para que aprofundem este questionamento sobre a destruição ambiental na região e o descaso imoral e ilegal com os animais, refletido na falta de estrutura para o atendimento a eles.
Sugerimos aos internautas um modelo de mensagem a ser enviada para:
Secretaria Estadual de Meio Ambiente
Conselho Estadual de Meio Ambiente
Setor de Denúncias do MPF em SP
Assessoria de Comunicação do MPF em SP
Adriana Zawada Melo – Procuradora Federal Tutela Coletiva
Adilson Paulo Prudente do Amaral Filho – Procurador Federal Tutela Coletiva
Adriana da Silva Fernandes – Procuradora Federal Tutela Coletiva
Analice de Novais Pereira – Superindentende do Ibama em São Paulo
Américo Ribeiro Tunes – Presidente do Ibama
Assessoria de comunicação Ibama nacional
Deputado estadual dr. Feliciano Filho
Deputado estadual dr. Fernando Capez
Deputado federal dr. Ricardo Tripoli
Prefeitura Municipal de Cotia
Prefeito Municipal de Cotia
Ouvidoria Geral da Prefeitura Municipal de Cotia
Portal Cotia Todo Dia
Jornal D’aqui
Gazeta de Cotia
Diário de São Paulo
Jornal do SBT
TV Record
Rede TV
TV Bandeirantes
Carta Capital
Revista Veja
Revista Isto É
Revista Época
Rádio CBN
André Trigueiro – Jornalista CBN
Jornal Nacional

E-mails:
gabinete@ambiente.sp.gov.br, consema.sp@ambiente.sp.gov.br, ascom@prsp.mpf.gov.br, denuncia@prsp.mpf.gov.br, amelo@prsp.mpf.gov.br, apamaral@prsp.mpf.gov.br, afernandes@prsp.mpf.gov.br, analice.pereira@ibama.gov.br, presid.sede@ibama.gov.br, ascom.sede@ibama.gov.br, felicianofilho@al.sp.gov.br, fcapez@al.sp.gov.brdep.ricardotripoli@camara.gov.br, prefeituradecotia@cotia.sp.gov.br, gabinete@cotia.sp.gov.br, samc@cotia.sp.gov.br, cartas@cotiatododia.com.br, jornaldaqui@jornaldaqui.com.br, gazetadecotia@uol.com.br, denuncia@diariosp.com.br, jornaldosbtmanha@sbt.com.br, rbpauta@band.com.br, tvrecord@rederecord.com.br, esnunes@sp.rederecord.com.br, mbortoloto@sp.rederecord.com.br, rcastro@sp.rederecord.com.br, acmachado@sp.rederecord.com.brjornaldosbtmanha@sbt.com.br, jornalismo@redetv.com.brredacao@cartacapital.com.br, veja@abril.com.br, cartas@istoe.com.brepoca@edglobo.com.br, sitecbn@cbn.com.br, jn@redeglobo.com.br
Assunto: Devastação ambiental e descaso com animais
Exmo. srs. Procuradores Federais de Justiça e órgãos de imprensa
Novos empreendimentos de construção civil tem surgido da noite para o dia na região de Cotia/SP, em uma velocidade espantosa e arrasando áreas de mata, forçando assim os animais silvestres a buscarem os espaços urbanos. Esta reprovável destruição quase invariavelmente resulta em danos irreparáveis ou mesmo na morte destes animais, como no caso do macaco bugio eletrecutado na rede aérea de energia e resgatado pela ONG Rancho dos Gnomos, de Cotia/SP (vide foto em http://bit.ly/dIRBS2).
Solicito informações de Vs. Exªas sobre os motivos de não estarem ocorrendo investimentos em estrutura para resgatar, triar e encaminhar para reintrodução os animais destas áreas, tão pouco em espaços para eventualmente abrigar os animais inaptos para a reintrodução, como muitos que chegam ao Rancho dos Gnomos.
Os passivos e compensações ambientais e suas destinações não tem atendido a esta demanda. Desconhecemos a existência de estrutura pública ou convênio que permitam os cuidados aos animais vitimados pela devastação da mata nativa na região, responsabilidade esta do Poder Público conforme legislação vigente.
Certo da atenção de Vs. Exas., aguardo informações.
Respeitosamente
(nome)
(cidade/estado)
A equipe do Rancho dos Gnomos, com apoio de um grupo de veterinários especializados e de voluntários, se empenhou garantir uma vida minimamente decente ao Nico. Mas não foi possível, ele está livre.
Agradecemos aos envolvidos neste atendimento: a munícipe Mônica de Ciamo, que socorreu o Nico logo após o “acidente”, aos veterinários dr. Salvador Fellis, dr. Fábio Futema, dr. Augusto César Dias dos Santos, dra. Sandra Cássia dos Santos Braga, dr. Luís Arthur Giufrida e dra. Kelli Spitaletti, e também à voluntária Beatrice Barabas de Okada.

Familia Rancho dos Gnomos