Archive for junho, 2011

Cão guia doado por ONG dos USA, para deficiente de Volta Redonda

15/06/2011
Marcel recebeu no Estados Unidos o cão guia que irá auxiliar em seus deslocamentos pela cidade
 
O melhor amigo: Marcel recebeu no Estados Unidos o cão guia que irá auxiliar em seus deslocamentos pela cidade

Volta Redonda> Fonte Jornal Diário do Vale

Superar barreiras sempre foi o forte do técnico judiciário Marcel Marcondes Guimarães, de 28 anos, que nasceu com glaucoma congênito e ficou totalmente cego aos 21 anos. Aprovado em 2010 no concurso público para técnico judiciário, atualmente Marcel trabalha no 5º Núcleo Regional do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em Volta Redonda. (mais…)

Lançamento de CD pelo Direito dos Animais – Rio

13/06/2011

 

Vira-lata também comemora o dia dos namorados!

12/06/2011

O Centro de Controle de Zoonoses VR castra, gratuitamente, os animais domésticos de moradores de Volta Redonda – RJ. ( lei Municipal 4.108 e  4.706)

Agende a castração pelos telefone : 24 – 3339 4555 .

A castração, além de prevenir doenças aos animais , evita o abandono. Milhares de cães são abandonados todos os dia nas ruas.

Colabore e castre seus animais, assim como aqueles que rondam as ruas de seu bairro.

Austrália sacrifica economia para proteger os animais

11/06/2011
 
Publicado em 09/06/2011
 
A indignação causada após a divulgação de imagens dos cruéis métodos empregues nos matadouros da Indonésia para sacrificar o gado levou a Austrália a proibir a exportação desses animais para o país.
 
Milhares de australianos ficaram horrorizados depois de, na semana passada, o canal de televisão ABC ter divulgado graficamente os maus-tratos a que os animais são submetidos antes de serem sacrificados.
Por causa disso, o governo da Austrália vetou a exportação de gado durante pelo menos seis meses à Indonésia, país para o qual vende por ano cerca de 500 mil de cabeças.
“Nós australianos universalmente expressamos o nosso repúdio à crueldade contra os animais”, disse a deputada do Partido Verde no estado da Austrália do Sul Tammy Franks.
 
A Austrália, que participou dos fóruns internacionais para impedir a caça de baleias na Antárctida, aplica sanções muito duras para aqueles que castigam os animais, um crime que pode ser punido com até cinco anos de prisão e uma multa de até 50 mil dólares.
Neste país “há uma rejeição generalizada a eventos como lutas de cães e galos”, lembrou a deputada ao apresentar um projecto de lei para proibir espectáculos de saltos de cavalos após a morte de vários animais neste tipo de competição.
 
Por isso, apesar do prejuízo para os criadores de gado que a suspensão das exportações para a Indonésia representa, na Austrália persiste um sentimento de indignação após as imagens divulgadas pela ABC.
Por causa disso, as organizações de defesa dos animais pediram a suspensão de todas as exportações de animais vivos e a revisão das práticas religiosas como o “halal”, praticada na Indonésia, um país com a maior população muçulmana do mundo.
O “halal” ou conjunto de práticas islâmicas para fazer com que um alimento seja aceitável para o consumo da pessoa de religião muçulmana estabelece que o animal tem que ser sacrificado numa posição orientada para Meca cravando uma faca no seu pescoço para que este sangre.

 

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Lei é aprovada em Natal

10/06/2011
Publicado em 09/04/2011

Vira-lata agora se chama “cão comunitário”
 
Paulo Nascimento // Especial para o Diário de Natal // paulonascimento.rn@dabr.com.br
 
Lei impede que poder público elimine animais de rua e proíbe que recolha os que têm laços com a população

Os poderes executivos Municipal e Estadual estão obrigados a criar e incentivar programas de proteção aos animais, além de estarem proibidos de praticarem a “eliminação da vida de cães e gatos” através de estabelecimentos oficiais como centros de zoonoses e canis. Os órgão públicos também ficam obrigados – em conjunto com as entidades da sociedade civil e empresas – a orientar a população em campanhas de respeito aos animais. A determinação parte da Lei nº 0326, promulgada pela Câmara Municipal de Natal na terça-feira passada.
 
Norma foi aprovada na Câmara Municipal e cria várias regras de proteção. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press.
A lei prevê que o único caso em que os animais poderão ser executados, através do uso da eutanásia, serão aqueles em que fiquem constatados males, doenças graves ou infecto-contagiosas incuráveis, que possam colocar em risco a saúde de pessoas ou de outros animais. Para que a eutanásia seja aplicada, a lei 0326/2011 exige que um laudo, assinado pelo responsável do órgão que realizará o processo, seja feitoe disponibilizado para que entidades protetoras dos animais possam analisar.
 
Os animais, mais especificamente os cães, com históricos violentos devidamente comprovados, também poderão ser resgatados dos canis, desde que quem for fazê-lo cumpra com as determinações previstas em lei para a criação de cães bravos, como promover devidamente a ressocialização do animal.
 
A partir desta semana, aquele cão, geralmente vira-lata, que é figura recorrente em muitos dos bairros de Natal, passa a ser reconhecido como “comunitário”, segundo a lei aprovada pela Câmara Municipal. Eles não serão mais recolhidos definitivamente para canis ou centros de zoonoses. O “cão comunitário” passa a ser classificado como o que estabelece laços de dependência e manutenção com a região em que vive, mesmo não possuindo qualquer responsável definido.
 
Os cães, segundo a lei, só serão recolhidos para serem esterilizados, registrados e, logo após, devolvidos para suas comunidades de origem, em até 72 horas. A lei prevê que qualquer infração de suas determinações trará ao infrator uma multa de R$ 1.000,00, podendo ser dobrada a cada reincidência.
 

 

Entrevista de Nina Rosa para verbo 21

07/06/2011

Nina Rosa Qua, 25 de Maio de 2011 

 O NOBRE IDEAL DE DESPERTAR NOVAS CONSCIÊNCIAS Graças ao idealismo de Nina Rosa, nascia no ano de 2000 o Instituto Nina Rosa (INR), uma instituição sem fins lucrativos cujo foco principal tem sido, desde seu início, defender os animais e despertar para a responsabilidade que todos temos na preservação da natureza e de todas as espécies que a integram. Ao longo de uma década, o INR celebrizou-se, sobretudo, pela produção de filmes, como A Carne é Fraca e Fulaninho, o Cão que Ninguém Queria, campeões de acesso na internet, além de campanhas institucionais utilizadas em escolas e que tem alcançado milhares de jovens.

Nesta entrevista à Verbo 21, Nina Rosa, com a paixão e o envolvimento que a caracterizam, quando se trata de falar da causa que abraçou ainda bastante jovem, faz um apanhado de caminhada e de seus novos projetos em andamento.

Angelo Mendes Corrêa: Desde quando vem seu trabalho como ativista pelos direitos dos animais e a idéia de criar o Instituto Nina Rosa?

Nina Rosa: Comecei como voluntária em ONGs de proteção animal e como protetora independente, quando “acordei” para a necessidade de defender os animais, aos 50 anos de idade. Recolhia um animal em situação de risco, oferecia todos os cuidados necessários, anunciava–o para adoção em cartazinhos que distribuía com a foto dele e meu contato (ainda não havia internet) até conseguir um lar adequado para ele. Em seguida recolhia outro, e assim por diante. Ajudava na organização de congressos de bem-estar animal, fazia camisetas para vender e ajudar no tratamento de animais, enfim, agia como podia. Durante os seis anos que trabalhei assim, percebi que recolher animais e não educar a população era como enxugar gelo, pois sem informação e sem compaixão, as pessoas abandonavam cada vez mais animais pelos motivos mais fúteis, como mudança de residência, nascimento de um bebê humano, porque a cadela havia emprenhado, etc. E não sentiam a menor responsabilidade, acreditavam que “as protetoras” é que tinham que arcar com o resultado da sua negligência.

Com essa percepção, senti que precisava trabalhar na raiz do problema, isto é, focar na educação e sensibilização de humanos quanto aos direitos dos animais, para prevenir maus-tratos e abandono.

 AMC: Historicamente, o homem tem agido de forma opressiva e utilitária em relação aos animais.

É possível começar a mudar tal ação e criar novas consciências?

NR: Creio que isso já está acontecendo. Com a chegada da internet, a informação sobre a exploração animal – com imagens – pode chegar rapidamente a muitas pessoas que, ao conhecerem a realidade dos bastidores dos produtos e serviços que exploram animais, ficam indignadas e mudam conceitos e hábitos.

AMC: Que motivos considera mais relevantes para abandonarmos o consumo da carne e dos demais produtos de origem animal em nossa alimentação? Há algum fundamento científico de que as proteínas animais são necessárias para a perfeita saúde humana?

NR: O principal motivo é a não-violência contra os animais, contra nosso próprio corpo e contra a natureza. Que outros motivos precisaríamos? Segundo médicos e nutrólogos atualizados, o consumo da carne não só é dispensável, como deve ser mesmo dispensado em prol da boa saúde do corpo humano. Logicamente, a pessoa que decide por uma alimentação sem carne deve procurar orientação nutricional, pois não deve simplesmente retirar a carne do cardápio sem incluir proteínas vegetais e cereais integrais, entre outros.

Em nosso instituto há orientação nesse sentido: http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/69-a-carne-e-fraca

AMC: A título de entretenimento humano, há séculos é comum o aprisionamento de animais em zoológicos. Não é o momento de repensarmos tal prática?

NR: Uma das justificativas dos zôos para sua existência é permitir que crianças conheçam de perto certas espécies animais. Só que nos zôos elas não conhecem verdadeiramente esses animais, pois confinados, seu comportamento natural é alterado, e na realidade eles se transformam em lamentáveis arremedos do que seriam em liberdade. Aprisionados, longe de seus verdadeiros habitats e de suas famílias, ficam tristes e deprimidos. Os visitantes, que ficam apenas alguns segundos em frente às suas jaulas, talvez não tenham olhos para ver. Mas é só se colocarem no lugar de um daqueles animais e imaginarem como seria viver sem nunca ter privacidade, sem poder escolher quando ou o que comer, com quem conviver, ficando ali expostos, sem entender por quê ou para que estão ali, já que jamais entenderiam que o motivo é alguns ganharem dinheiro às suas custas.

AMC: Quanto aos fundamentos religiosos que procuram justificar o sacrifício de animais, julga pertinente a discussão para que sejam repensados?

NR: Indispensável que se termine de uma vez por todas com essa matança em nome da religião. Não há justificativa para as barbáries que se cometem com animais (antigamente com jovens donzelas e crianças) em nome de deuses. O verdadeiro caminho espiritual é baseado no amor e na compaixão por todos os seres. Qualquer coisa diferente disso é exploração de animais e ignorância de humanos.

AMC: O tráfico de animais ainda apresenta dados alarmantes em nosso país. A que atribui isso?

NR: Atribuo à ganância e ignorância humanas. E também à miséria. Falta educação, falta sentido de coletividade, cada um quer “se dar bem” do seu próprio jeito, sem pensar nas consequências que seus atos trarão para outros seres. Faltam exemplos de pessoas íntegras.

AMC: O uso de animais para pesquisas em laboratórios também não merece questionamento ao tratarmos dos direitos dos animais?

NR: Esse horror deve ter fim, não só pelos animais, mas também pelas pessoas. Quem é que quer passar na pele um creme onde o principal ingrediente é a tortura de um animal? O problema é que poucos ainda têm conhecimento disso, porque não interessa às empresas produtoras que a sociedade fique ciente da crueldade que envolve seu processo de fabricação. Mas com o tempo, com o muito trabalho das pessoas que amam os animais e se importam com eles, com o avanço da tecnologia e com a evolução da espécie humana isso tem que mudar. Depende de nós, consumidores. Nós é que temos a força de exigir produtos éticos, sem crueldade embutida. Podemos boicotar os produtos que contém crueldade, seja com animais ou com trabalho escravo humano. Podemos ligar nos SACs das empresas, enviar emails declarando que queremos produtos não testados em animais e exigir leis que obriguem a constar dos rótulos e embalagens se aquele produto é testado em animais ou não. Outros países já fazem isso. Para quem quer se aprofundar no assunto indicamos: http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/naomataras

AMC: Que autores e livros indicaria para aqueles que desejam rever posturas no tocante aos direitos dos animais e à instauração de uma nova ética no modo de lidarmos com eles?

NR: São muitos, de vários gêneros, categorias e faixas etárias. Alguns estão listados em nosso site na página http://www.institutoninarosa.org.br/indicacao-de-livros Indicamos fortemente também o vídeo VEGANA, uma animação de 55 minutos, para todas as idades, que abrange os temas abordados nesta entrevista e outros mais. Assista na página http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/380-vegana-dvd

AMC: Como lidar com os interesses econômicos que estimulam a indústria do extermínio de animais para alimentação humana?

NR: Para equilibrar tanta ganância e falta de compromisso com nossa mãe Terra – a mais atingida por essa arcaica escolha alimentar- sugiro fazermos o contrário: cuidarmos para não fazermos parte de nada que prejudique os reinos animal, vegetal e mineral. Criarmos nosso próprio padrão, o padrão do bem geral, deixando para trás hábitos sanguinários que impedem nossa evolução – principalmente espiritual – como seres humanos.

AMC: Quais são os novos projetos do INR e o que considera terem sido os pontos altos desde sua existência?

NR: No momento o INR está trabalhando num livro de história em quadrinhos, que é a história do nosso filme em animação VEGANA, transformado em gibi. São vários episódios, cada um com um tema, e creio que será muito útil para a educação em valores nas escolas. Creio que os pontos altos dos 11 anos de existência do INR são: a produção o vídeo Fulaninho, o cão que ninguém queria, sobre a guarda-responsável de animais de estimação, utilizado por milhares de crianças do ensino fundamental e médio nas escolas públicas e particulares do Brasil afora, e o vídeo-documentário A Carne é Fraca, que tem transformado em vegetarianos incontável número de pessoas que, ao conhecerem a realidade dos abatedouros de animais, decidiram abolir a carne do cardápio. 

Angelo Mendes Corrêa é professor universitário e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP)

Empresário que mata chinchilas, no Brasil, há 40 anos.

05/06/2011

O Sopro da morte – Diário de São Paulo

O sopro no pelo macio e denso de uma chinchila determina a sentença: chegou a hora. Neste ato, o criador avalia cor, altura e pigmentação da pele. Se no mito bíblico o sopro dá a vida, numa criação de chinchilas o gesto sinaliza o oposto. Escolhida, a chinchila é anestesiada e morta com uma torção no pescoço. Depois de 15 minutos, com o animal já morto, é retirada a pele do bicho, que abastece um mercado milionário de casacos.

O processo é descrito por criadores contra repetidos protestos de defensores de animais, que acusam criações de maus-tratos e de esfolar o animal vivo. O DIÁRIO foi conhecer uma criação de chinchilas em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Infelizmente, não pôde acompanhar a retirada da pele,embora tenha sido combinado, em conversa anterior à visita, o registro do trabalho.

Equipado com ar-condicionado e bebedouros, vivem de 800 a mil chinchilas em gaiolas. Machos e fêmeas são identificados por etiquetas

E como são anestesiados os mamíferos naturais dos Andes? Com éter? Não. O animal recebe uma injeção intramuscular, de 0,5 ml de anestésico, de acordo com Carlos Perez, presidente da Associação Brasileira dos Criados de Chinchila Lanígera e dono de uma criação com 7 mil animais.

“Representamos 500 criadores que não têm interesse neste tipo de divulgação. Não é o momento.

Pegue uma Globo Rural antiga que você vai ver”, sugeriu. Há cerca de um década, a mobilização de grupos contra uso de peles não intimidou criadores. Se nos últimos anos mudaram ou aperfeiçoaram os métodos não conseguimos constatar. O Brasil é o segundo maior produtor de peles de chinchila no mundo, atrás da Argentina, e exporta por ano entre 40 e 50 mil peles. Uma pele de alto padrão custa US$ 70.

Aquelas com “máximo esplendor”, como os criadores chamam as tops, podem chegar a US$ 180.

No final do inverno, começa o abate dos bichos. Entre agosto e setembro chegam os compradores das peles vindos da Croácia e Canadá. A maioria da produção tem destino definido: China.

Na criação de Carlos estão distribuídos quatro galpões , todos com aparelhos de ar-condicionado, para manter a temperatura entre 18°C e 22°C. “Vai me chamar de carrasco?”, brinca Carlos. Com um olhar treinado há 40 anos, o argentino manuseia o pequeno mamífero guardado em gaiolas. Abre a portinha, a chinchila corre para o fundo, Carlos passa a mão sob o peito do bicho e o traz para fora. Em seguida, segurando pelo rabo, enche o pulmão de ar e direciona o jato no pelo. “Se no boi é por peso, nós regulamos o abate pelo teste do sopro: assopro e vejo o ponto de qualidade, se a pele atingiu o ciclo de maturação, que dura 111 dias”, explica Carlos. Este é o tempo que o pigmento produzido na pele sobe para a fibra e vai para o pelo, ensina.

“Eu não vivo de matar chinchila. Vivo da pele da chinchila. Sacrifico, sem sofrimento, para venda da pele”, justifica. Depois de retirada a pele, as sobras do animal são enterrados. Dois funcionários o ajudam a cuidar do plantel. Cuidados nas gaiolas individuais, cada chinchila é identificada por uma sigla, registrada na associação. Um adesivo circular vermelho colado na etiqueta indica que ali está uma fêmea. Os machos são identificados com bolinhas azuis. Cada fêmea tem por ano quatro filhotes e o desmame ocorre em 45 dias. Segundo Carlos, irmãos ficam próximos para não sentirem a falta da mãe. Depois são separados. Todo cuidado é dispensado ao bem-estar dos animais engaiolados.

A maravalha (espécie de serragem) é trocada semanalmente. Além da ração diária de 30 gramas, os animais recebem alfafa. Em cada gaiola é jogado cabornato de cálcio , substância na qual o animal gosta de se esfregar e ajuda a retirar sujeira e oleosidade do pelo. A preocupação com a limpeza, a troca semanal da maravalha, a alimentação e temperatura ideal se justifica: afinal a mercadoria vale muito. Todo o cuidado é para não estressar o animal e evitar baixas ou prejuízos na produção. Estressados, as chinchilas arrancam os próprios pelos. “Pele com buraco perde valor”, diz Carlos.

Uso da pele começou com povos incas O uso de peles das chinchilas remete aos povos incas. Mas elas adornavam apenas os nobres. Após o domínio da região pela Espanha, a fama da maciez da pele ganhou a Europa e o animal praticamente desapareceu em razão da aumento da caça. Foram os americanos os pioneiros na criação em cativeiro de chinchilas, a partir de 1920. Carlos Perez, dono de uma criação com 7 mil animais, mostra peles de chinchilas de alto padrão US$ 70 mil é o preço médio de um casaco.

 O roedor é mais ativo no período noturno. Com 25 a 30 centímetros de comprimento e peso de até 800 gramas, a chinchila é ativa à noite, enquanto que durante o dia passa mais tempo dormindo. A ração é servida pela manhã. Em seguida, o animal passa o resto do dia descansando.

Cerca de 40% dos criadores estão concentrados no Rio Grande do Sul e os demais espalhados pelos estados do Sudeste. No Sul é comum o consumo da carne do bicho. A pele da chinchila não é mais cara do mundo. O custo do casaco é alto em razão da quantidade de animais que são necessários para a confecção da peça.

A criação e abate de animal não são fiscalizados Mansa, a chinchila além da criação para revenda da pele é comercializada como animal doméstico. Na Cobasi – rede de loja de animais e produtos veterinários – são vendidas por mês 118 chinchilas, em média. Cada uma delas a R$ 99,90.

De trato fácil e baixo investimento, a criação tem atraído novos empreendedores para este mercado, menos exigente do que o de peles. De acordo com Carlos Perez, o animal vendido para criação doméstica sofre mais do que aquele que vai para abate. “Quem compra o bicho de estimação e leva para casa não sabe como tratá-lo. Larga na mão das crianças, que dão chocolate, pipoca, levam para praia”, afirma Perez.

A criação e o abate de chinchilas não são fiscalizados. O DIÁRIO procurou o Ibama, o Ministério da Agricultura e a Secretaria Estadual da Agricultura. Todos informaram não fiscalizar as criações. O Ibama disse que apenas cabe a ele o controle de criação de animais silvestres , embora não mantenha um banco com informações sobre a quantidade de criadores e peles produzidas por criadores de jacarés no Pantanal, por exemplo. O Ministério da Agricultura, por sua vez, afirmou que é responsável apenas pela inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal comestível. Já a Secretaria Estadual da Agricultura informou que apenas as criações de coelhos são fiscalizadas pelo Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). Com relação aos coelhos, há duas ações que cabem à coordenadoria: fiscalização de trânsito (transporte) e fiscalização sanitária em frigoríficos.

Quatro patas, três refeições diárias, bom-moço e papai-do-Céu

03/06/2011

 

Fonte ANDA

Vanguarda Abolicionista – Márcio de Almeida Bueno

Então tem que explicar para essa gente toda, com uma paciência que às vezes me foge pelos bolsos furados e desce tripas adentro, que a briga toda que eu declaro ao mundo – metaforicamente falando, senhores psicanalistas de mesa de bar – não tem a ver com gostar de cachorro ou ter pena de animais fofos o suficiente para estarem em um desenho animado. Não, meus horizontes não são tão curtos quanto pressupõem todos aqueles que não me conhecem, mas cujo veredicto está a um segundo de ser lavrado, tão logo ouvirem o começo de tudo que tenho a dizer. Não aceito a posição lacônica dos que não querem se incomodar, dos que têm medo de se envolver, dos que temem ficar malfalados, dos que precisam estar mimetizados nas ideias dos demais, para que não se sobressaiam e possam seguir em frente o ritmo de vida Playmobil com celular cheio de funções.

A concordância tácita com a exploração dos não humanos vem dessa posição de noivo-e-noiva em cima do bolo, estáticos para não saírem mal nas fotos. Depois, o choque ao ver uma foto, um banner ou um vídeo que esfregue a dor alheia no rosto de quem torce por passar despercebido.

Não, eu não posso perdoar o bom-mocismo como não-incômodo, se este mundo é áspero, pontudo, afiado, pesado e ardido para todos aqueles indivíduos que, ‘azar né?’, nasceram para correr o mundo sobre… deixa eu ver aqui o que diz o manual… QUATRO patas, por exemplo. Isso é uma falta grave e indesculpável, que torna seu usuário sujeito a toda sorte de castigos por quem carrega, estes sim, as virtudes como galões de um Sete de Setembro planetário.

Então quem vive confinado, seja no gradeado bucólico do ‘produtor rural’ – e nisso não vejo diferença entre o agronegócio e o familiar – ou mesmo na coleira comprada em pet shop, paga um débito que lá atrás, e bota lá atrás, nisso, alguns decidiram, e os bilhões posteriores aceitaram numa boa, concordando com a cabeça enquanto mandavam alguma mensagem pelo celular. Isso o fiapo de gente, porque a vasta maioria apenas reprisa os últimos capítulos das vidas anteriores, com o orgulho de ineditismo e, ora vejam, prova incontestável de sua liberdade de escolha. OK papai, agora eu penso por conta própria, diz que sim!

E repensar as três refeições diárias – isso para começo de conversa, vamos deixar claro antes que alguém aí comece a espernear antes do tempo – e ver que o ato subversivo se impõe como uma correção a um sistema que massacra vidas, ‘almas’ e escolhas. O império da morte. Os rótulos que dizem ‘deixa pra lá’, no corre-corre dos supermercados, o Autorama da vida sempre na velocidade máxima, e isso exige que os porões, lá embaixo, abaixo dos meus intestinos, como uma fossa, estejam cheios de olhos que impressionam, quando fotografados e essas imagens são distribuídas.

A beleza da natureza só poderia ser seviciada pela mão de um humano fazedor de cálculos, que projeta lá para frente o que diabos ele quer, e nesse meio-tempo tudo é combustível para ser queimado na máquina do destruidor. Isso no campo, porque a cidade estala os dedos e faz vir seus caprichos pré-pagos direto para a mesa das famílias ordeiras e tradicionais. E ninguém, em meio aos álbuns de família e conselhos de vó, será boca-suja o suficiente para dizer que um porco deveria ter liberdade, e não ser cativo, como todos ali se esforçam para parecer que não são.

A comparação ofende o bom-moço. Tira seu norte de saber bem onde pisar, o que pensar, e o que dizer quando alguém pergunta o que pensa. Mas faz sentido muita coisa que, ouvira dizer, era conversa não recomendada. Porcos, vacas, beagles na Europa, cachorros SRD na China, ratos na faculdade mais próxima, peixe na mesa dos autointitulados ‘vegetarianos’, o churrasco-festa que passa a ter cores invertidas, mesmo que isso desagrade papai, patrão, padre, político, pecuarista, pretendentes, parentes e papai-do-Céu, de uma só vez.

PROTESTE! Lei municipal que proíbe exibição de animais é desprezada por órgãos oficiais em SC

02/06/2011
 

Está “em cartaz”, em Florianópolis/SC há mais de vinte dias, a exibição de animais no Le Magic International Festival, organizada por Augusto Stevanovich, um dos donos do Le Cirque, que recentemente foi proibido pela Justiça paulista de usar animais em espetáculos no estado. Ativistas tentaram, quase solitariamente, provocar a ação dos órgãos oficiais contra a ilegalidade, porém sem êxito. E evento deveria ter se encerrado dia 29/05, mas foi prorrogado até o próximo 05/06.Os ativistas denunciaram o fato por telefone ao capitão da Polícia Ambiental Cristiano Medeiros. Porém, não há informação de que qualquer providência tenha sido tomada até o momento.A prefeitura de Florianópolis apoia o espetáculo, que ocorre no Centro Integrado de Cultura (CIC), administrado pela Fundação Catarinense de Cultura, órgão do governo estadual. Página no site da própria prefeitura exibe a lei municipal 183/2005, sancionada pelo atual prefeito, Dario Berger, e cujo artigo 1º determina que”… Fica defeso à Prefeitura Municipal de Florianópolis expedir licenças e/ou alvarás, nos limites do município de Florianópolis, para funcionamento de espetáculos que utilizem, sob qualquer forma, animais selvagens, domésticos, nativos ou exóticos…”.No dia 19/05, ativistas protocolaram representação na 28ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que tem à frente o promotor Rui Arno Richter. O MP entrou com medida cautelar com pedido de liminar, mas a liminar foi negada pelo juiz, que desprezou a lei municipal. A omissão e desrespeito às leis por autoridades públicas constituem-se em crime de prevaricação, previsto no artigo 319 do Código Penal: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.”PROTESTE! PEÇA PROVIDÊNCIAS!Veja abaixo a sugestão de mensagem e os endereços de email para ondeenviar seu protesto.Assunto: Omissão e desrespeito à lei municipal 183/2005 em FlorianópolisExmos. srs. comandante da Polícia Ambiental de SC e sr. Prefeito de FlorianópolisSolicito à V. Exas. providências para interromper imediatamente a ILEGAL apresentação de animais no evento Le Magic International Festival, que está ocorrendo no CIC – Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis, e que apresenta animais, o que é expressamente vedado pela lei municipal 183/2005, mas vem sendo apoiado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, como indicado em sua página http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?pagina=notpagina&menu=3&noti=4304Respeitosamente,(nome) (cidade/estado)

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Escreva para: (ver emails abaixo)Polícia Ambiental de SC  
Ministério Público em SC
Promotoria de Meio Ambiente em Florianópolis
Governo do Estado de SC
Fundação Catarinense de Cultura (administradora do CIC)
Prefeitura Municipal de Florianópolis
Diretora de Bem Estar Animal da Prefeitura de Florianópolis
Fundação Franklin Cascaes
Secretaria Municipal de Turismo
Vereador Márcio do Souza (autor da Lei do Circo)
Veículos de Imprensa
VEDDAS (para registro do envio)Para:
pmap1ch@pm.sc.gov.br   
imprensa@pmf.sc.gov.br
asscom@pmf.sc.gov.br
setur@pmf.sc.gov.br
imprensa@fcc.sc.gov.br
COOBEA.PMF@GMAIL.COM

 

SP – Palestra: Comunicação com animais e seres elementais da natureza

02/06/2011

Palestra: Aventura da Comunicação entre Espécies Nossa reconexão com os Seres da Natureza Dia 4 – sábado – 13h – Entrada Franca Fraternidade Pax Universal AV. Braz Leme, 1353 – Santana – São Paulo – SP Tel: 2236.2726 – 2236.0244 www.pax.org.br e-mail: pax@pax.org.br www.sheilawal.wordpress.com

> Virada Sustentável e 7ª Semana do Alimento Orgânico de São Paulo Dia 4 JUNHO sábado das 10h às 12h Virada Sustentável e 7ª Semana do Alimento Orgânico de São Paulo Parque da Água Branca Av. Francisco Matarazzo nº 455 – Parque da Água Branca-Perdizes – São Paulo Feira do Produtor Orgânico AAO Instalação do Laboratório Itinerante de Pesquisa do Aprendizado com Modelos Vivos para Desenho coletivo com hortaliças e sementes germinadas Inscrição gratuita pelo tel: 3875-2625 Dia 4 JUNHO sábado das 14 às 16h

>Virada Sustentável e 7ª Semana do Alimento Orgânico de São Paulo Parque da Água Branca Feira do Produtor Orgânico AAO Av. Francisco Matarazzo nº 455 – Parque da Água Branca-Perdizes – São Paulo Apresentação da pesquisa Convivência com o Biochip no Auditório Paulinho Nogueira. Com demonstração de germinação de sementes e extração de clorofila para produção do Suco da Luz do Sol e distribuição os entre os presentes. Inscrição gratuita pelo tel: 3875-2625